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Talia Santos de Andrade

Depoimento:

Fazer intercâmbio era uma coisa que não passava pela minha cabeça. Mas a vida coloca no nosso caminho pessoas que nos dão e nos mostram as possibilidades. Faz pouco tempo que estou em Roma, um mês e alguns dias, e já conheci muita coisa fascinante e pessoas muito queridas. Já realizei um dos meus sonhos aqui: ir ao Vesúvio. Sem dúvida nenhuma foi umas das melhores experiências da minha vida. Não tenho como explicar a minha satisfação e alegria.
A oportunidade de conhecer o que você sempre sonhou, aprender um novo idioma, costumes e maneiras diferentes do que se está acostumado é inefável. Lógico, que se têm os momentos difíceis, a saudade da família, dos amigos, da vida que você está acostumado, mas isso você supera se apoiando no que é novo, diferente e fascinante pra você! E poder ver pelo mundo, nos lugares que você só via por fotos, como as coisas são satisfaz muito. Poder recordar e aplicar o que eu aprendi em algumas aulas é uma sensação maravilhosa de estar fazendo a coisa certa...
Outra coisa boa de fazer intercâmbio é poder perceber como o nosso país, apesar das dificuldades e problemas é um país maravilhoso.
No primeiro dia não foi fácil, meu italiano não era muito bom, eles falavam muito rápido e eu quis voltar pro Brasil. Mas graças ao apoio, através de uma lembrança muito especial, dos meus amigos, familiares e professores que tenho um carinho muito grande me deram forças pra fazer dessa oportunidade uma experiência maravilhosa.
Tenho certeza que nos próximos 10 meses que eu ainda tenho aqui serão muito bons e produtivos. Já prevejo a saudade que vou sentir, mas uma coisa de cada vez...
Sou grata a muitas pessoas por isso, mas principalmente ao Luigi, ao Christian, Francesco, Giancarlo e Daniel que me ensinaram italiano e sempre me incentivaram, me apoiaram e contribuíram para dar certo. Toda essa alegria e tudo que eu estou podendo aprender aqui é em maior parte devido a eles, por isso, não podia deixar de expressar minha gratidão. Fico muito feliz que existam professores e pessoas que sabem dar oportunidades sem esperar nada em troca.
Então, se surgir a oportunidade de fazer um intercâmbio: TENTE! Vale muito à pena!

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Aurelia Pereira Gabellini

Depoimento:

Estudei com bolsa do Ciência sem Fronteiras na Universidade de Southampton na Inglaterra de setembro de 2013 a Junho de 2014, seguido por estágio até setembro de 2014. Escolhi Reino Unido por sua excelência em pesquisa, sendo Southampton minha primeira opção por oferecer curso de Oceanografia e pelo centro de Oceanografia ser o número um em pesquisas oceanográficas. O National Oceanography Centre, onde se realizam as aulas do curso de Oceanografia, Biologia Marinha e Geologia fica no próprio porto de Southampton. A vista da lanchonete é para "águas de Southampton", onde os barcos da Universidade eventualmente ficam atracados - o RV Bill Conway e RV Callista -, assim como outros navios de pesquisa, entre eles o RRS James Cook.
Southampton foi bombardeada durante a segunda guerra e teve um crescimento rápido após este período. Sua importância está diretamente relacionada à atividade portuária. Apesar de a cidade não ser uma das mais belas da Inglaterra, próximo a ela existe New Forest, uma floresta com trilhas e quase sempre um ótimo passeio aos finais de semana. Já Winchester, cidade próxima a Southamptom, possui uma bela catedral e uma castelo. Vale a visita!
Durante o período na universidade, podíamos usar a licença da faculdade para baixar ferramentas como MatLab e SigmaPlot em nossos computadores pessoais e baixar artigos científicos necessários na produção de nossas atividades acadêmicas . Tínhamos suporte de duas professoras que nos auxiliavam quando tínhamos dificuldades. Suporte este que foi fundamental durante o período inicial, época de ajuste e adaptação no lugar.
A maior parte das disciplinas cursadas não era realizada apenas na sala de aula. Nas disciplinas de física, por exemplo, íamos para a sala de computadores, programávamos e interpretávamos os resultados. Na de biologia fazíamos testes para verificar o que tínhamos aprendido em aula teórica e como relatório usávamos programas estatísticos para aplicar os conhecimentos. Em todas as matérias eram requiridos relatórios e tínhamos que escrever em linguagem de artigos científicos, algo muito bom para quem quer seguir a carreira acadêmica. Uma disciplina obrigatória para estudantes intercambistas na faculdade era realizada totalmente em campo, em Falmouth, na Cornualha, onde embarcamos nos dois navios de pesquisa e coletamos dados Oceanográficos e analisamos as informações recolhidas. Para a produção dos relatórios tínhamos acesso aos dados de outros alunos, que realizaram pesquisas nos anos anteriores.
Nossa tutora enviou e-mail para os professores da faculdade informando que nós, alunos brasileiros, estaríamos no período do verão em Southampton para estagiar. Alguns professores propuseram projetos que estavam abertos a nós. Poderíamos também falar com qualquer professor caso nenhum desses projetos fosse de agrado. Como quero seguir na área de pesca, meu projeto foi com Dr. Clive Trueman. Em Falmouth coletei águas vivas e depois, devido a um apoio do IFCA (Inshore Fisheries and Conservation Authorities) com coleta de mexilhões, o meu trabalho foi coletar mexilhões (Mytilus edulis) entre Weymouth e Brigton para analise de radioisótopos.
A experiência de estudar em Southampton foi muito boa, pessoalmente e academicamente, uma vez que tive a oportunidade de conhecer grandes pesquisadores e diferentes linhas de pesquisa. Além de ter contato com uma nova cultura e, claro, aperfeiçoar o inglês. Recomendo a universidade e a experiência a todos, independente de seguir ou não carreira acadêmica.

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Ana Elisa Almeida Ayres

Depoimento:

Tive a oportunidade de realizar dois intercâmbios durante a minha graduação no IO. Um deles de um ano na Austrália financiado pelo Ciências Sem Fronteiras, onde estudei Ciências Globais e do Oceano na National Australian University (ANU) e fiz um estágio com mineralogia de recifes de corais. Embora esses intercâmbios tenham atrasado minha graduação, acredito que foram as melhores experiências pessoais e profissionais que já tive. Talvez pelo fato de ser um país novo (Austrália tem cerca de 200 anos), não há lá muitas comidas típicas e eventos tradicionais australianos. Contudo com uma natureza exuberante, tão única e selvagem, quem vai para Austrália pensando em eventos culturais, não é mesmo? Austrália é um sonho para quem gosta de animais, mar e aventura. Oportunidade de mergulhar na Grande Barreira de Corais, alimentar um canguru, abraçar um coala, assistir um pôr de sol no Uluru, ver ao vivo os fogos de artifício do ano novo em Sydney, flagrar crocodilos no mar, avistar um dos únicos estramatólitos vivos no mundo. Achei interessante também a forte conexão dos australianos com o mar. Em todas as matérias abordavam assuntos sobre o oceano, quase todos mergulhavam, surfavam ou faziam snorkelling. Recomendo Austrália a todos os oceanógrafos, é realmente um país especial para a nossa área.Na verdade, recomendo intercâmbio para todo mundo, não importa onde, é sempre uma experiência enriquecedora. Sugiro que aproveitem para fazer na graduação, uma vez que podem escolher o lugar independente da linha de pesquisa.

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Mariana Miracca Lage

Depoimento:

Receber a carta de aceite na Memorial University of Newfoundland (St. John’s, NL, Canadá) em uma sexta feira a noite de novembro foi um dos meus melhores presentes de Natal antecipado. Na hora fiquei meio desesperada, sem saber o que ia ser da minha vida nos próximos meses, e já estava atrasada para tirar o visto. Ia morar em uma ilha, cidade pequena, bem diferente da São Paulo que eu tanto estou acostumada. Janeiro de 2013 chegou: embarquei e pensei “Cheguei até aqui e não vou desistir!”. Cheguei ao Canadá sozinha, nevando, com -28ºC. No inverno, cheguei a pegar sensações térmicas de -38ºC e ventos de mais de 100 km/h, bem diferente do clima brasileiro, e mesmo com o tempo ruim, sempre tínhamos algo para fazer, ir a um restaurante, um bar ou assistir um filme com os amigos. Os brasileiros estão em todos os lugares e se unem! Então sozinho a gente nunca está. Durante os meus 16 meses de intercâmbio, conheci pessoas incríveis de outras nacionalidades, canadenses, americanos, chineses, árabes, paquistaneses, e aproveitei ao máximo tudo que a Universidade e a cidade de St. John’s tiveram a oferecer.
A cultura também é muito diferente da nossa. Em outubro, comemora-se o Thanksgiving Day (Dia de Ação de Graças), em que as pessoas festejam e agradecem o que conquistaram durante o ano. A província de Newfoundland, por ter uma influência Irlandesa, comemora o St Patricks Day (Dia de São Patrício). Como comida típica, a província de Newfoundland tem o famoso Cod Tongue, que são línguas de bacalhau fritas. Já as nossas deliciosas frutas, são muito caras e pequenas (sofri!) e todas importadas.
Em relação à Universidade achei tudo muito diferente. As aulas são mais curtas, geralmente de 45 minutos, e cada professor tem uma didática. Os professores eram bastante exigentes, mas sempre dispostos a ajudar para obtermos o máximo de aprendizado. Eu me sentia desafiada porque além da necessidade de aprender o conteúdo, tínhamos que ultrapassar a barreira da língua, e quando dava o meu máximo e atingia os meus objetivos, me sentia capaz e realizada.
Na hora fazer a inscrição, bate aquele medo e você começa a pensar se vale a pena sair da sua zona de conforto para ir para um país desconhecido, com uma cultura e pessoas que você (ainda) não conhece e uma língua que não é a sua. Mas a partir do momento que você desembarca do avião e chega ao seu destino, percebe que a sua vida está inteiramente sob sua responsabilidade, e cada decisão vai determinar o quão bom vai ser o seu intercâmbio. E isso não tem preço. Se vale a pena? Vai e depois me conta! ;) Com certeza foi uma das melhores experiências da minha vida!

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Olavo Badaró Marques

Depoimento:

Ter feito um intercâmbio nos Estados Unidos foi sem dúvida a melhor escolha durante todo o meu curso de graduação. Tive a oportunidade de aprender e conviver com grandes pesquisadores de um dos principais institutos de pesquisa em oceanografia. Como é de praxe, também conheci pessoas de vários lugares do mundo. Mas o que mais me impactou, foi como o intercâmbio abriu meus horizontes de uma forma que eu jamais esperara - e é isso que vou levar para o resto da minha vida.

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AlunoInstituiçãoPaísProgramaPeríodo
Sergio Rafael Del Giovannino Junior University of Southampton Reino Unido Ciências sem Fronteiras 2014 - 2015
Denise de Menezes Prates University of Southampton Reino Unido Ciências sem Fronteiras 2014 - 2015
Lol Iana Dahlet Aix-Marseille Université, Faculté de Sciences França Ciências sem Fronteiras 2014 - 2015
Raiana Rocha Oliveira Florida Institute of Technology Estados Unidos da América Ciências sem Fronteiras 2014 - 2015
Vivian Kuppermann Marco Antonio Australian National University Austrália Ciências sem Fronteiras 2014 - 2015
Talia Santos de Andrade Università degli Studi di Roma Itália Ciências sem Fronteiras 2014 - 2015
Cecília Lapa Cavallari Universidade de Bergen Noruega Ciências sem Fronteiras 2014 - 2015
Leonardo Barreto Mourão Bertini University of Liverpool Reino Unido Ciências sem Fronteiras 2014 - 2015
Philippe Augusto Alves Guieiro University of Otago Nova Zelândia Ciências sem Fronteiras 2014 - 2015
Mariana Maia Pacheco University of Otago Nova Zelândia Convênio Acadêmico 2014 - 2015
Felipe Porfírio Marques University of Otago Nova Zelândia Ciências sem Fronteiras 2014 - 2015
Ana Sílvia de Figueiredo Martins Bangor University Reino Unido Ciências sem Fronteiras 2014 - 2015
Nayara Carvalho Tannure Bangor University Reino Unido Ciências sem Fronteiras 2014 - 2015
Martim Mas e Braga Dalhousie University Canadá Ciências sem Fronteiras 2014 - 2014
Leonardo Maia Durante University of Otago Nova Zelândia Ciências sem Fronteiras 2014 - 2015
Lucas Carnier Casaroli Dalhousie University Canadá Ciências sem Fronteiras 2014 - 2015
Henrique Batistuzzo UVic - University of Victoria Canadá Ciências sem Fronteiras 2013 - 2014
Aurelia Pereira Gabellini University of Southampton Reino Unido Ciências sem Fronteiras 2013 - 2013
Hugo Roberto Sampaio Martins University of California Estados Unidos da América Ciências sem Fronteiras 2013 - 2014
Lígia Dias de Araujo University of California Estados Unidos da América Ciências sem Fronteiras 2013 - 2014
Clarissa Akemi Kajiya Endo University of Southampton Reino Unido Ciências sem Fronteiras 2013 - 2014
Igor Ruiz Atake University of Southampton Reino Unido Ciências sem Fronteiras 2013 - 2014
Camila Aya Tanaka Kato Van Hall Larenstein Holanda Ciências sem Fronteiras 2013 - 2014
Carolina Ernani da Silva University of Bergen Noruega Ciências sem Fronteiras 2013 - 2014
Paula Birocchi Bangor University Reino Unido Ciências sem Fronteiras 2013 - 2014
Ana Elisa Almeida Ayres Australian National University Austrália Ciências sem Fronteiras 2013 - 2014
Clarissa Akemi Kajiya Endo Bangor University Reino Unido Ciências sem Fronteiras 2013 - 2013
MARINA TONETTI BOTANA University of Rhode Island Estados Unidos da América Ciências sem Fronteiras 2013 - 2013
Mariana Miracca Lage Memorial University of Newfoundland Canadá Ciências sem Fronteiras 2013 - 2014
Deborah Campos Shinoda Universidade de Aveiro Portugal Ciências sem Fronteiras 2012 - -0001
Bárbara Capelari Villamarin Universidade da Coruña Espanha Ciências sem Fronteiras 2012 - 2013
Beatriz Wolf Grotto Université de Liège Bélgica Ciências sem Fronteiras 2012 - 2013
Natália Ruiz de Oliveira Universidade do Algarve Portugal Mérito Acadêmico 2012 - 2013
Welder Rafael Araujo Universidade do Algarve Portugal Mérito Acadêmico 2012 - 2013
Carolina Miyoshi Universidade de VIGO Espanha Ciências sem Fronteiras 2012 - 2013
Olavo Badaró Marques Woods Hole Oceanographic Institution Estados Unidos da América Mérito Acadêmico 2012 - 2013
Mariana Benites Universidade de Aveiro Portugal Ciências sem Fronteiras 2012 - 2012
Mateus Gustavo Chuqui Universidade de Aveiro Portugal Ciências sem Fronteiras 2012 - 2012
Raquel Renó Oliveira Universidade de Aveiro Portugal Ciências sem Fronteiras 2012 - 2012
Lara Conti Ansanelli Universidade de Lisboa Portugal Ciências sem Fronteiras 2012 - 2013
Sophia Frenk Universidad de Valparaíso Chile Ciências sem Fronteiras 2012 - 2012
Laís Miura de Paula Universidad de Valparaíso Chile Ciências sem Fronteiras 2012 - 2012
Elisa Van Sluys Menck The University of Queensland Austrália Ciências sem Fronteiras 2012 - 2013
Bianca Sung Mi Kim Universidade de Aveiro Portugal Ciências sem Fronteiras 2012 - 2012
Camila Pegorelli Gomes Universidade de Aveiro Portugal Ciências sem Fronteiras 2012 - 2013
Patricia Martins Sparagna Universidade de Aveiro Portugal Ciências sem Fronteiras 2012 - 2012
Juliana Damasceno dos Santos Universidade de Lisboa Portugal Ciências sem Fronteiras 2012 - 2012
Gabriel Ruske Freitas The University of Queensland Austrália Ciências sem Fronteiras 2012 - 2012
Juliana dos Santos Ribeiro Universidade do Porto Portugal Convênio Acadêmico 2010 - 2010

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